O que está à sombra na carga de trabalho de estivadores?

Arlete Ana Motter, Marta Santos, Ana Tereza Bittencourt Guimarães

Resumo


O objetivo do estudo é o de analisar as diferentes dimensões da carga de trabalho do estivador e sua influência nos processos de saúde/doença. O estudo caracteriza-se como transversal, descritivo e exploratório e desenvolveu-se entre 2010 a 2013 em Paranaguá, Paraná. A amostra foi composta por 300 sujeitos do sexo masculino, estivadores sindicalizados e pertencentes ao OGMO (Órgão Gestor de Mão de Obra) do Estado do Paraná. Os instrumentos de coleta incluíram: um questionário relativo ao perfil dos trabalhadores entrevistados, questionário para avaliação do risco de lombalgia, questionário Nórdico e observações em terreno. A análise mostrou que são trabalhadores com uma média de 20 anos de antiguidade, numa atividade marcada por relações de parentesco ou amizade, em que existem exigências físicas importantes, mas também exigências mentais não negligenciáveis. Há muitos problemas de saúde como altíssimo risco de lombalgia (74, 7%), sensação de cansaço físico e mental ao final da jornada de trabalho muito frequente. Aqueles que se sentem mais cansados, também são os que apresentam mais queixas osteomusculares em diversas regiões do corpo. Os dados apontam para uma associação entre organização do trabalho e carga mental do trabalho.


Palavras-chave


Estivador. Trabalho. Saúde. Trabalhador Portuário. Carga de Trabalho.

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DOI: https://doi.org/10.14488/1676-1901.v15i1.1845

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