A limitação da jornada de trabalho e os impactos na saúde dos cegonheiros

Daniela Emma Roppoli, Maria Elizabeth Antunes Lima

Resumo


Este estudo foi desenvolvido após muitos debates na nossa sociedade, relacionando o uso de drogas pelos motoristas profissionais com a organização do trabalho à qual são expostos. O prazo curto para realizarem as entregas, as jornadas prolongadas, o pagamento por produtividade, são fatores que levam, muitas vezes, esses profissionais recorrerem às drogas psicoativas, de modo a se manterem acordados e atingirem as metas que lhes foram impostas. Dessa forma, o objetivo foi conhecer os impactos da regulamentação da jornada de trabalho sobre a saúde dos motoristas profissionais, mais precisamente os cegonheiros. O campo de pesquisa foi uma empresa privada de médio porte, que opera na área de logística de automóveis novos, situada em Betim – MG. Tratou-se de um estudo de caso, baseado em observações em campo, análise documental e entrevistas com seis cegonheiros, o gerente de produção, o gerente de saúde e segurança e o proprietário da empresa, sendo adotado o critério de saturação. Os resultados permitiram constatar que, na empresa estudada, a jornada de trabalho é bem controlada dentro de uma atividade de caráter variável, o que reduz a fadiga dos motoristas. As pausas durante as viagens a trabalho, são respeitadas e representam um importante mecanismo de regulação, prevenção de doenças e até mesmo de acidentes, pois os motoristas trabalham descansados e não sentem necessidade de recorrer a substâncias psicoativas para manter a vigilância. O estudo traz contribuições para a prevenção do uso de substâncias psicoativas, acidentes de trabalho e outros problemas que afetam a saúde dos motoristas profissionais. Sua limitação maior consiste na dificuldade em confrontar seus resultados com outras pesquisas devido à escassez da literatura e de dados estatísticos atualizados sobre o tema.


Palavras-chave


Nova Lei do Motorista Profissional. Organização do Trabalho. Cegonheiros. Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.14488/1676-1901.v18i2.2622

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