Percepções dos gestores sobre a cultura de segurança do paciente
um estudo nas unidades de saúde de Porto Alegre
DOI:
https://doi.org/10.14488/1676-1901.v26i3.5516Palavras-chave:
Segurança do Paciente, Atenção Primária à Saúde, Gestor em Saúde, Cultura Organizacional, Qualidade da Assistência à SaúdeResumo
A cultura de segurança do paciente vem ganhando relevância após a publicação do relatório “To Err is Human: Building a Safer Health System" pelo Institute of Medicine nos anos 2000. A implementação dessa cultura é fundamental para assegurar a qualidade da assistência em saúde, focando na minimização de riscos. Dessa forma, este estudo investiga as percepções dos gestores das Unidades de Saúde administradas pela Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre sobre o seu papel na promoção da cultura de segurança do paciente na Atenção Primária à Saúde (APS). A metodologia empregada foi um estudo transversal de abordagem qualitativa e caráter exploratório, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com cinco gestores, buscando entender suas experiências e opiniões. Os resultados indicam que os gestores enfrentam dificuldades em compreender eventos adversos e o conceito de cultura de segurança em sua totalidade, e atuam predominantemente como mediadores, o que limita sua capacidade de implementar mudanças significativas. Assim, o estudo destaca a necessidade de maior formação dos gestores e, também, a importância de revisar as políticas de saúde. Recomenda-se que os gestores adotem um papel mais ativo, transformando desafios em oportunidades de aprendizado, visando a melhoria da qualidade do atendimento prestado na APS.
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