Transformações no ambiente de trabalho
impactos do trabalho remoto na saúde física, bem-estar mental e relacionamentos sociais
DOI:
https://doi.org/10.14488/1676-1901.v26i1.5614Palavras-chave:
Trabalho remoto, Ergonomia, Saúde mental, Infraestrutura, Comunicação organizacionalResumo
Este estudo analisou os impactos do trabalho remoto em diferentes dimensões, com foco nas experiências de respondentes distribuídos em clusters. A pesquisa foi motivada pelo crescimento do trabalho remoto impulsionado pela pandemia e pelos avanços tecnológicos, que possibilitaram a realização de tarefas fora do ambiente corporativo tradicional. O estudo abordou aspectos como interrupções no ambiente doméstico, adaptação de espaços e equipamentos, fatores organizacionais, saúde física e mental, e os benefícios e desafios percebidos pelos trabalhadores. Método: A metodologia foi dividida em três fases. Na primeira fase, foi elaborado um questionário online baseado em normas regulamentadoras e princípios ergonômicos, aplicado a servidores públicos da área administrativa de uma instituição de ensino na região sul do Brasil. Na segunda fase, os dados coletados foram sistematizados e analisados utilizando o software R, com técnicas de clusterização para identificar perfis homogêneos entre os respondentes. Na terceira fase, os resultados foram interpretados e correlacionados para propor melhorias e metas específicas. Resultados: revelaram uma heterogeneidade significativa nas experiências dos respondentes. Enquanto alguns relataram melhorias na qualidade de vida (57,1%) e vínculos familiares (42,9%), outros enfrentaram desafios como estresse (36,7%), dificuldades para manter o foco (40,8%) e desconforto no ambiente de trabalho, com problemas de iluminação natural (20,4%) e mobiliário inadequado (16,3%). Interrupções causadas por familiares, barulho externo e a combinação de tarefas domésticas e laborais foram apontadas como principais fontes de distração e estresse. Conclusão: o estudo destacou tanto os benefícios quanto os desafios do trabalho remoto, sugerindo que investimentos em tecnologia, ergonomia e políticas claras de gestão são fundamentais para maximizar seus ganhos e mitigar seus impactos negativos. Propõe-se ainda a adoção de modelos híbridos como uma solução viável para equilibrar produtividade e bem-estar. Futuras pesquisas podem explorar intervenções específicas e seu impacto a longo prazo, contribuindo para práticas mais inclusivas e sustentáveis no contexto do trabalho remoto.
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